Luciano Santos

Cabo do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, concursado desde outubro de 1999.

Sempre fui um aluno mediano na escola, tirava nota apenas para passar e não me preocupava muito em melhorar. Terminei o 2º grau em 1995 e não me interessei em entrar para faculdade.

Fui trabalhar em uma empresa privada no aeroporto, um dia meu chefe me chamou na sala dele e me entregou um papel escrito aviso prévio. O dólar tinha subido muito naquela época e a empresa teve que fazer contenção de gastos e houve corte no quadro de funcionários. Foi aí que comecei a pensar mais seriamente na minha vida e no meu futuro. Graças a Deus que quando fiquei desempregado não era casado e também não tinha obrigações de sustentar uma casa e filhos, mas ponderei sobre isso porque um dia eu teria tais responsabilidades.

Decidi então ficar em casa e me dedicar exclusivamente aos concursos públicos até que passasse em algum. Comecei estudando português e matemática e o primeiro concurso que eu fiz foi para o Banco do Brasil, mas não passei. Eu tinha algo que pesava contra os meus estudos, fiz o 2º grau em técnico de contabilidade, portanto não estudei matérias regulares como física, química, história, geografia. Meu ponto a favor é que sempre tive facilidades com exatas. Quando estava estudando para o concurso dos bombeiros tive que aprender todas essas matérias que eu até então eu não tinha aprendido. Estudei oito meses sozinho em minha casa, com afinco, e me preparava fisicamente também por causa do TAF (Teste de Aptidão Física). Fiz cursinho durante uns dois meses nesse período e vi que era de pouco proveito para mim, aprendi apenas alguns macetes para português. Resolvi continuar no auto-didatismo e me esforçando ao máximo para passar, estudava uma média de 12 horas por dia.

Passei na prova para o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em outubro de 1999, depois de oito meses de estudo e tomei posse em agosto de 2000, devido esse concurso ter várias etapas. Eram 26 mil cadidatos inscritos e a minha colocação foi 136º na prova escrita e no resultado final fiquei em 76º. Em novembro de 1999 passei em outro concurso, mas só fui chamado em novembro de 2003, depois que já estava trabalhando três anos nos bombeiros, SES/DF (Secretaria de Saúde do Distrito Federal). Fiquei surpreendido ao ver que tinha passado também nesse concurso, mas fiquei no primeiro.

Fiz o concurso interno de soldado de 2ª classe para soldado de 1ª classe e passei em 53º lugar, na época eram 900 inscritos. Depois fiz concurso interno de soldado de 1ª classe para cabo e fiquei colocado em 16º lugar.

Por me sentir totalmente realizado no que eu faço não tenho pretensões de fazer concursos para outras instituições públicas.

Tenho oito anos de corporação, já fiz e faço muitos concursos para promoção interna, não penso em sair, esse era um sonho meu desde que eu era garoto. Tenho muitos cursos internos dos bombeiros e sou especialista em atendimento pré-hospitalar e emergência médica. Ajudo as pessoas em situação de risco, até já realizei dois partos. E isso para mim é muito gratificante.

Gostaria muito de me especializar mais a fundo na minha área, mas infelizmente a profissão de para-médicos no Brasil ainda não é regulamentada.

Penso que se a pessoa se dedicar com vontade é capaz de passar em qualquer concurso. Saber o que se quer fazer também ajuda muito nesta conquista. 

 

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